Portela é a grande campeã do Carnaval carioca após 33 anos; palpite na Azul e Branco rendeu 400%



Grande favorita nas bolsas de aposta, Beija-Flor terminou em sexto lugar; maior surpresa da apuração, Mocidade, que ficou com o vice, por pouco não proporcionou o pagamento de R$ 26 sobre cada real.

Uma angústia que já durava 33 anos findou-se em um décimo. Finalmente, a Portela pôde desatar um rígido nó na garganta e gritar aos quatro cantos que é novamente campeã do Carnaval do Rio de Janeiro – e justamente no aniversário da Cidade Maravilhosa, que completou, neste 01 de março, 452 anos de fundação. A disputa acirrada com a Mocidade Independente de Padre Miguel durou até o último quesito (Enredo), quando a Verde e Branco recebeu duas notas 9.9 e viu a tradicional agremiação de Oswaldo Cruzpassar à frente com três implacáveis 10 – das quatro notas de cada quesito, a menor era descartada.

De acordo com o Bumbet, o feito portelense garantiu aos investidores a margem de resgate de R$ 4,00 sobre cada real (400%). Como há muito tempo não figurava entre as favoritas, a Mocidade foi pouco citada pelos especialistas como candidata ao título. E, se tivesse sido a zebra da Apoteose em 2017, os astutos apostadores da escola da Zona Oeste receberiam a suntuosa premiação de R$ 26 para cada R$ 1 apostado.

Maior campeã entre as escolas de samba do Grupo Especial do Rio, a Portela alcançou a marca de 22 títulos. O incômodo jejum durava desde 1984, quando a agremiação do subúrbio carioca venceu com o enredo “Contos de Areia”. Mas, naquela ocasião, o troféu foi divido com a Mangueira, ano que ficou marcado pela inauguração da Marquês de Sapucaí. Quatro anos antes, outra vitória divida. Dessa vez, com duas escolas: Beija-Flor e Imperatriz Leopoldinense. O último título absoluto datava de 1970, com a consagração do enredo “Lendas e Mistérios da Amazônia”.

O VOO SOBERANO DA ÁGUIA DA PORTELA

Desde que passou a contar com os préstimos do laureado carnavalesco Paulo Barros – que despontou na Unidos da Tijuca com uma abordagem inovadora de criar carros alegóricos com coreografias gigantes, formadas por inúmeros componentes –, a agremiação da região de Madureira voltou a figurar entre as favoritas.

Em 2017, a escolha do enredo foi um dos grandes méritos, ao abordar a sustentabilidade e a questão do meio ambiente com o tema “Foi um Rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar”, que também faz alusão a um grande sucesso do portelense Paulinho da Viola. A Azul e Branco desfilou na segunda-feira (27), com 3,4 mil integrantes em um total de 31 alas. E lógico que o icônico carro abre-alas com a águia, símbolo da escola, não poderia faltar com sua imponência, ao puxar um desfile que retratou os mitos e histórias dos rios, responsáveis pelo surgimento de grandes civilizações.

Com muito capricho e competência, a Portela demonstrou fôlego para desbancar a eterna rival, Mangueira (que terminou no quarto lugar), na luta por um título que há muito tempo seus torcedores esperavam.

GRUPO ESPECIAL EM 2017 TEVE ANO CAÓTICO

Considerado um dos maiores espetáculos da Terra, o desfile das escolas de samba do do Rio de Janeiro, mais uma vez, encantou a plateia que lotou as dependências da Marquês de Sapucaí nos dois dias de apresentações das doze agremiações que compõem o Grupo Especial. Mas foi um ano atípico, em função do registro de acidentes sérios, principalmente com os carros alegóricos da Unidos da Tijuca e do Paraíso do Tuiuti, que causaram ferimentos em 32 componentes(ao todo) – tal situação fez com que a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) decidisse que nenhuma escola seria rebaixada.

Após a conclusão das apresentações, a Mangueira foi apontada, pela mídia, como a potencial bicampeão do Carnaval carioca – o título mangueirense resultaria no pagamento de R$ 3,60/R$ 1,00. A Verde e Rosa encantou a todos na passarela do samba com o enredo “Só com a Ajuda do Santo”, que retratou os diversos santos e orixás das religiões brasileiras, além de mostrar a fé dos devotos. A agremiação da Zona Norte foi a última escola a passar pelo sambódromo, já com os primeiros raios de sol da terça-feira (28), com seus 3,5 mil componentes, seis alegorias e 26 alas.

Mas no mercado de apostas, quem estava cotada à vitória era a sempre competente Beija-Flor de Nilópolis (a conquista traria o retorno de 275% nos aportes), grande papa-títulos dos últimos 15 anos no Grupo Especial – foram oito títulos e seis vice-campeonatos de 1998 a 2015. Neste ano, a agremiação da Baixada Fluminense “bebeu na fonte” do clássico da literatura brasileira “Iracema”, de José de Alencar, quando encheu a passarela do samba de índios com inúmeras caracterizações.

No próximo sábado (04), as seis primeiras colocadas do Grupo Especial em 2017 (Portela, Mocidade, Salgueiro, Mangueira, Grande Rio e Beija-Flor) voltam à Sapucaí para o desfile das campeãs. Império Serrano volta à elite do Carnaval carioca no ano que vem, depois de assegurar o título do Grupo A.

A seguir, confira a classificação final do Grupo Especial do Rio de Janeiro e os odds de cada escola para vencer o campeonato.

Resultado final do Desfile das Escolas de Samba do Rio

Odds em 28 de fevereiro, segundo o Bumbet

  • 1 – Portela: 269.9 pts (R$ 4,00) 
  • 2 – Mocidade: 269.8 pts (R$ 26,00)
  • 3 – Salgueiro: 269.7 pts   (R$ 5,50)
  • 4 – Mangueira: 269.6 pts (R$ 3,60)
  • 5 – Grande Rio: 269.4 pts (R$ 8,00)
  • 6 – Beija-Flor: 269.2 pts (R$ 2,75)
  • 7 – Imperatriz: 268.5 pts (R$ 26,00)
  • 8 – União da Ilha: 267.8 pts (R$ 13,00)
  • 9 – São Clemente: 267.4 pts (R$ 101,00)
  • 10 – Vila Isabel: 267.4 pts (R$ 51,00)
  • 11 – Unidos da Tijuca: 266.8 pts (R$ 9,00)
  • 12 – Paraíso do Tuiuti: 264.6 pts (R$ 101,00)



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